– PARA GESTÃO
Você provavelmente já tem acesso a mais dados do que nunca sobre sua operação. A pergunta que separa as franquias medianas das de alta performance é simples: quais números você acompanha com intenção estratégica?
Nesta edição do Radar Franquias, mostramos o que as franquias de alta performance fazem diferente na gestão financeira — e como franqueados e multifranqueados podem usar dados para ganhar eficiência, escala e margem.
O conteúdo desta newsletter foi desenvolvido com base em informações compartilhadas pelos organizadores da Multi-Unit Franchising Conference, que acontece todo ano em Las Vegas (EUA). Aliás, clica aqui para reservar a sua vaga e ir com a Communit este ano!
A diferença não está nos dados — está no uso que se faz deles
Franqueados hoje têm acesso a relatórios, ERPs, DREs e dashboards como nunca antes. Ainda assim, nem todos conseguem transformar essa informação em performance real. O que distingue as franquias que crescem com consistência é a clareza sobre quais métricas realmente importam — e como elas são usadas para tomada de decisão.
Franqueados de alta performance vão além do faturamento bruto. Elas analisam indicadores que revelam a saúde da unidade, a capacidade de escalar e a resiliência do negócio frente a pressões de custo.
Entre os principais focos dessas operações estão:
- Tendência de vendas, e não apenas o número final do mês
- CMV (Custo da Mercadoria Vendida) como alavanca direta de margem, e não como dado “engessado”
- Eficiência de mão de obra, em vez de olhar só para o gasto total
- Retorno sobre o capital investido e capacidade de pagar custos fixos, como sinais claros de sustentabilidade financeira
- Produtos Hero, que geram mais resultados e/ou maiores fluxos / frequência
Mais do que acompanhar números, os franqueados de alta performance comparam desempenhos. Eles fazem benchmarking entre unidades, regiões e grupos de pares (essa é uma das grandes vantagens de estar inserido no franchising). É isso que permite entender se um problema é pontual ou sistêmico — e onde estão as melhores oportunidades de ganho.
O preço de dados incompletos
Um ponto pouco falado no franchising: muitos franqueados ainda tomam decisões com dados incompletos. Em diversas redes, apenas parte dos franqueados envia informações financeiras assertivas e padronizadas. O resultado? A franqueadora não consegue dar o suporte ideal, e as estratégias acabam sendo construídas sobre uma visão distorcida da realidade.
Quando o franqueado não reporta resultados de forma adequada, a franqueadora fica sem visibilidade, não há apoio eficiente para a gestão. E, sem gestão adequada, não há performance.
Quando esses gargalos são corrigidos, o impacto costuma ser imediato: dados validados em tempo real, comparações consistentes e, principalmente, decisões mais rápidas e mais acertadas.
As métricas que realmente movem o resultado
A maioria dos franqueados acompanha vendas, CMV e folha. O ponto não está nisso — está na falta de contexto e em outros índices que muitas vezes podem realmente mudar o ponteiro de vendas da operação. Sem comparação com unidades similares, com as que performam melhor, ou com as médias da rede, os números dizem pouco.
Benchmarking bem estruturado permite responder perguntas estratégicas, como:
- Esse CMV alto é um problema da minha unidade ou da região inteira?
- Onde ajustes de escala ou negociação realmente aumentam margem?
- Quais lojas conseguem mais resultado com a mesma estrutura de custos?
Quando indicadores financeiros estão organizados em um único painel e comparados entre pares relevantes, padrões aparecem rapidamente. A gestão deixa de ser reativa e passa a ser orientada por evidências.
Mais do que uma obrigação administrativa, o controle financeiro se transforma em ferramenta de performance.
Em recente entrevista ao Valor Econômico, o multifranqueado Mauro Nomura, vencedor do prêmio Médias de Valor, comentou que a virada de chave da sua empresa veio em 2019, justamente quando ele definiu uma operação com base em dados e tecnologia, somada a metas ambiciosas de faturamento, aconselhamento, governança e a criação de uma cultura forte.
Para o empreendedor, os gestores precisam ser data driven no mindset, na cultura. “Todo mundo já sabe que dado vale mais que petróleo, mas a diferença está na cultura, no mindset e na análise crítica [desses dados, isso é] o motor que os transforma em resultados”, comentou em um podcast.
De visibilidade a impacto mensurável
Redes e operações que trabalham com dados consistentes e comparáveis conseguem identificar desperdícios, corrigir desvios mais cedo, aumentar vendas de produtos, agregar serviços e capturar oportunidades invisíveis no dia a dia. Não é incomum ver melhorias de margem na casa de 3% a 4% apenas com ajustes baseados em leitura correta dos números.
No franchising, onde escala amplifica tanto erros quanto acertos, clareza financeira é vantagem competitiva. Quem enxerga melhor, decide melhor — e cresce com mais segurança.
Hábitos para adotar:
- Pare de olhar só para o faturamento: Acompanhe tendências de venda, margem e eficiência. O número final do mês não explica o que está acontecendo na operação.
- Use o CMV como ferramenta estratégica: Negociação, mix de produtos, perdas e processos impactam diretamente a margem. CMV não é dado passivo — é alavanca de resultado.
- Compare sua operação com pares reais: Benchmarking só funciona quando compara lojas similares. Use dados para entender se seus desafios são pontuais ou estruturais.
- Trate dados financeiros como ativo, não burocracia: Relatórios bem-feitos economizam tempo, evitam erros caros e ajudam a tomar decisões antes que o problema vire prejuízo.
Esse foi o Radar Franquias, da CommUnit!
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