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22 de junho de 2026

Por que o franchising é a bola da vez

Como prosperar e ter resultados financeiros no mundo de hoje? Enquanto muitos apostam todas as fichas em startups de inteligência artificial ou carreiras corporativas tradicionais, uma das revistas de negócios de mais prestígio do mundo, a The Economist, aponta para uma outra direção (que você conhece muito bem): o franchising. A reportagem afirma que o modelo de franquias é, possivelmente, o maior criador de milionários da história. Você concorda com isso? No Radar Franquias de hoje, mergulhamos na análise da The Economist para conectar essa visão global com a nossa realidade brasileira e mostrar por que o seu negócio é a "bola da vez" da economia real.

– PARA LIDERANÇA

Durante décadas, o mercado olhou para o franqueado com certo desdém. No exterior, eram chamados de “gerentes de loja glorificados”; aqui no Brasil, a definição que melhor descreve essa visão limitada é aquela do CLT que largou o emprego para abrir uma lojinha e trabalhar atrás do balcão. Ou, ainda, aquela da pessoa que “comprou um emprego”. 

Bom, a The Economist, uma das revistas de negócios mais respeitadas do mundo, acaba de enterrar esse mito definitivamente (algo que a gente faz desde que a CommUnit existe). 

A publicação destaca que o McDonald’s, por exemplo, é a empresa que mais criou milionários em toda a história, e a grande maioria deles são franqueados independentes que fizeram fortuna operando dentro do sistema. A revista também registra que os Estados Unidos acabam de “cunhar” seu primeiro bilionário franqueado, Greg Flynn, que comanda um império de mais de 3 mil unidades.

Isso prova que o teto para quem opera franquias não é “ter o próprio negócio”, mas sim construir holdings empresariais de relevância nacional.

A ciência por trás do sucesso: incentivos e divisão de trabalho 

Por que o modelo de franquias funciona tão bem? Segundo a análise da revista, o franchising prospera porque aplica leis fundamentais da economia, alinhando de forma produtiva incentivos e divisão do trabalho.

  • O franqueador foca no que é global e escalável — a marca, a inovação de produto e a estratégia de rede.
  • O franqueado entra com o ativo mais valioso, que é o conhecimento da economia local.

Essa combinação permite que a marca cresça geograficamente, de forma dispersa, sem os custos que teria se operasse sozinha. Já o franqueado atua como motor de eficiência, garantindo a execução de alta performance na ponta.

O cenário brasileiro: o gigante de R$ 300 bilhões que ainda é “invisível” 

Apesar da validação global do sistema de franquias, o cenário brasileiro ainda apresenta um “gap” de percepção. Recentemente, em artigo publicado na Exame, o CEO da CommUnit, Denis Santini, comentou que o Brasil teima em não enxergar o multifranqueado como um empresário de alta performance.

Os números, porém, são incontestáveis. O setor de franquias no Brasil:

  • Faturou R$ 301,7 bilhões em 2025 (alta de 10,5%).
  • Gera mais de 1,76 milhão de empregos diretos.
  • Já representa mais de 2% do PIB nacional.

Os maiores multifranqueados do Brasil, aliás, já passam da casa das centenas de milhões de reais de faturamento, e este ano o maior vai romper a barreira de R$ 1 bilhão em receita.

Mesmo com esse impacto, o multifranqueado brasileiro ainda enfrenta barreiras que seus pares americanos superaram há décadas. Nos EUA, o setor explodiu após 1979, quando regras rígidas de transparência e divulgação (disclosure) foram introduzidas, permitindo que investidores tivessem clareza total sobre o desempenho financeiro das redes. Isso abriu as portas dos mercados de capitais para os franqueados. No Brasil, o sistema regulatório e de crédito ainda trata, muitas vezes, o empresário que fatura R$ 100 milhões como uma “pessoa física com CNPJ”, ignorando a complexidade de suas holdings.

O “porto seguro” contra a inteligência artificial 

Um outro ponto interessante que a The Economist traz é a resiliência do franchising à automação. Enquanto carreiras de prestígio em direito ou finanças estão sob ameaça direta da IA generativa, o setor de franquias opera no que se chama de “última milha da experiência humana”. Seja no setor de alimentação, bem-estar ou no varejo de conveniência, a necessidade de interação humana e execução física torna seu negócio um dos ativos mais seguros para as próximas décadas.

A “hell zone” e os estágios de maturidade do multifranqueado

Para além das dificuldades estruturais, para sair da invisibilidade e atingir um patamar ainda maior de faturamento, o franqueado precisa entender em qual estágio de maturidade se encontra. Santini pontuou no seu artigo, o que já falamos aqui na CommUnit desde 2023, que a jornada possui quatro fases:

  1. GAMA (O Operador): 1 ou 2 unidades. O dono ainda está no balcão – e isso é totalmente legítimo, é aí que muitos começam.
  2. ALPHA (A Zona do Inferno): Até 10 unidades. É aqui que a maioria trava. O faturamento cresce, mas a estrutura de gestão não acompanha, gerando sobrecarga extrema.
  3. BETA (O Profissional): Acima de 10 unidades, com back office estruturado.
  4. MEGA (A Potência): Grupos com mais de 30 unidades ou faturamento acima de R$ 50 milhões, com governança de nível corporativo.

Para o multifranqueado brasileiro avançar por esses estágios de maturidade, a profissionalização da gestão e a troca de experiências entre pares são caminhos valiosos.

Acreditamos nisso, e é por isso que a CommUnit já está finalizando uma curadoria de alto nível para o próximo Somos Multi, que vai acontecer em setembro, em São Paulo. A pré-venda – com preços especiais – já começou! 

Este é um evento desenhado exclusivamente para multifranqueados que buscam construir holdings de alta performance.

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Hábitos para adotar:

  • Pense como um gestor de portfólio: Comece a analisar suas unidades pelo Retorno sobre o Capital Investido (ROIC). O multifranqueado de alta performance é, antes de tudo, um alocador de capital eficiente.
  • Construa transparência de “companhia aberta”: O sucesso americano veio da transparência radical nos dados. Tenha registros financeiros impecáveis; isso é o que separa quem consegue crédito barato e parcerias estratégicas de quem fica limitado ao capital próprio.
  • Fortaleça seu back office antes da expansão: Não espere chegar à “Zona do Inferno” (estágio Alpha) para contratar um financeiro ou um RH profissional. A estrutura deve preceder o crescimento, não apenas reagir a ele.
  • Valorize a sua “inteligência de campo”: Seu diferencial é o seu conhecimento do comportamento do cliente na sua região. Use dados locais para personalizar a experiência sem ferir a padronização da marca.
  • Desconecte-se do operacional progressivamente: Reserve ao menos 20% da sua semana para pensar em estratégia, novos pontos e sucessão. Se você não consegue tirar 15 dias de férias sem que a operação sofra, você ainda é um “operador de luxo”, não um empresário.

Esse foi o Radar Franquias, da CommUnit!

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Boa semana! 🚀

Autor(a)

Editor CommUnit

Equipe de jornalistas e colaboradores internos da CommUnit

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