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02 de março de 2026

66 unidades, 400 colaboradores e uma lição central: franquia é, antes de tudo, negócio de gente

O que diferencia quem opera uma unidade de quem constrói uma empresa sustentável de multifranquias? Nesta edição, reunimos os principais aprendizados de Gary Robins, multifranqueado com 66 operações da Supercuts nos EUA e convidado confirmado do CommUnit Day na MUFC 2026. Ele fala sobre liderança, reinvestimento, CRM, comunidade e mentalidade de longo prazo.

– PARA LIDERANÇA

Há 27 anos, Gary Robins abriu sua primeira unidade da Supercuts na Filadélfia. Aprendeu o negócio na prática, tornou a operação lucrativa e fez o que todo mundo sabe que precisa ser feito (mas nem sempre é feito): reinvestiu.

Hoje, ele opera 66 unidades nos estados de Delaware, Nova Jersey e Pensilvânia, emprega cerca de 400 pessoas e se aproxima de US$ 20 milhões em faturamento anual.

Gary é presença confirmada no CommUnit Day, encontro exclusivo da delegação da CommUnit na Multi-Unit Franchising Conference 2026, em Las Vegas. Clica no banner abaixo para reservar a sua vaga!

No Radar Franquias de hoje, vamos entender melhor as estratégias e princípios que levaram o Gary a chegar nesses números.

E já adiantamos que tem um princípio que ele repete de forma quase obsessiva: “Seu produto são as pessoas.”

1. Franquia é um atalho — mas não é um milagre

Gary costuma dizer que o franchising é um excelente ponto de partida para a carreira empreendedora. Por quê? Porque você não começa do zero. Há marca, modelo validado, fornecedores homologados, marketing estruturado, padrões operacionais e uma rede de pares.

Mas isso não elimina a responsabilidade do operador.

“É preciso ter mentalidade para enfrentar adversidades e resiliência para lidar com desafios diários — especialmente na contratação de pessoas certas.”

A franquia reduz risco estrutural, mas a execução continua sendo local.

2. Em serviços, a marca é a equipe

No varejo de serviços, que é onde Gary opera, o cliente experimenta o comportamento da equipe (mais do que em outros segmentos).

Então, Gary é direto: “A experiência do cliente acontece por meio das pessoas.”

Isso exige uma combinação de estratégias:

  • Recrutar bem.
  • Inspirar continuamente.
  • Equilibrar empatia com responsabilidade.
  • Criar cultura de propósito.

Em vez de tratar cada atendimento como tarefa rotineira, a pergunta na operação dele é: “Como podemos fazer essa pessoa se sentir confiante e bem cuidada?”

Essa mudança de mentalidade transforma serviço em experiência — e experiência em fidelização.

3. Escala exige líderes, não supervisão constante

A grande virada de quem cresce não está em abrir mais unidades. Está em desenvolver gente capaz de liderá-las.

Para operar múltiplas unidades com consistência, Gary reforça um ponto simples — e, ao mesmo tempo, difícil: “Tenha as pessoas certas nos lugares certos.”

Ele investe tempo formando líderes. Porque, segundo ele, quando as unidades são bem lideradas:

  • O negócio cresce.
  • A empresa abre novas oportunidades.
  • E os colaboradores enxergam carreira e segurança.

Leia também: Como transformar um bom gerente em um grande líder

4. CRM e comunidade são estratégia

Outro ponto forte da operação de Gary é o investimento pesado em CRM. Não para disparar promoções genéricas, mas para personalizar relacionamento.

Além disso, ele usa redes sociais como extensão da experiência — estimulando clientes a compartilharem depoimentos reais.

E as unidades participam ativamente de eventos da região com parcerias locais (academias, negócios de saúde e bem-estar), criando presença territorial.

Para ele, crescimento vem de relacionamento estruturado.

5. Crescer é reinvestir — consistentemente

Gary não expandiu por impulso. Ele reinvestiu caixa.

Primeiro dominou uma unidade. Depois expandiu regionalmente. E construiu densidade operacional.

Essa disciplina financeira é parte do jogo multiunidade.

Crescimento saudável exige:

  • Margem protegida.
  • Processos replicáveis.
  • Liderança preparada.
  • E capital para sustentar a estrutura.

Leia também: Como crescer de 2 a 10 unidades com eficiência

Gary Robins estará com a delegação brasileira no CommUnit Day, promovido pela CommUnit e a MD durante a Multi-Unit Franchising Conference (MUFC), em Las Vegas. 

Este ano, mais uma vez, Aicha Bascaro estará presencialmente com o nosso grupo para discutir liderança, escala e construção de legado no franchising. 

E neste ano, pela primeira vez, teremos a presença de Nadeem Bajwa, um dos maiores multifranqueados americanos com mais de 250 operações, além de Gary Robins

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Hábitos para adotar:

  • Invista tempo desenvolvendo líderes: Se você ainda é o gargalo da operação, o problema não é volume — é formação de liderança.
  • Transforme CRM em ferramenta de relacionamento: Segmente, personalize e acompanhe recorrência. Promoção sem contexto desgasta a marca.
  • Reinvista com critério: Antes de abrir uma nova unidade, garanta que processos, cultura e indicadores estão maduros o suficiente para replicação.
  • Faça da experiência uma intenção diária: Treine sua equipe para pensar além da tarefa. Atendimento é entrega técnica. Experiência é construção emocional.

Esse foi o Radar Franquias, da CommUnit!

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Autor(a)

Editor CommUnit

Equipe de jornalistas e colaboradores internos da CommUnit

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